Conecte-se As tsunamis asiáticas Depois do maremoto que causou mais de 150 mil vítimas na Ásia, um dos maiores desastres naturais da história moderna, líderes mundiais discutirão a instalação de um sistema de alerta de tsunamis no Oceano Índico, durante uma conferência no Japão, entre 18 e 33 de janeiro. Nesta seção oferecemos um guia de navegação na Internet sobre os esforços globais de ajuda às vítimas da catástrofe
A Conferência Mundial de Redução de Desastres, na cidade japonesa de Kobe, dedicará duas sessões ao debate sobre um sistema de alerta de tsunamis no Oceano Índico, que poderia entrar em operação no prazo de um ano. O sistema, semelhante ao que já existe no Oceano Pacífico, permitirá rápidas medidas de evacuação antes do impacto das tsunamis (ondas gigantes produzidas por movimentos do leito marinho).
“Não há nenhuma razão para que isso não aconteça”, disse Sálvano Briceño, diretor da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (IDSR, sigla em inglês), “Estamos em contato com as agências das Nações Unidas, instituições técnicas e governos na região (Ásia), e acreditamos que existe uma forte base de conhecimento, tecnologia e colaboração e uma real urgência para agir”, assegurou.
A Organização das Nações Unidas coordena a ajuda internacional para as vítimas das tsunamis que no dia 26 de dezembro assolaram especialmente sete países no sul e sudeste asiático: Bangladesh, Índia, indonésia, Maldivas, Mianmá, Tailândia, Sri Lanka e Somália. Durante uma reunião especial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), no dia 6 de janeiro, na Indonésia, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu à comunidade internacional US$ 977 milhões, para cobrir as necessidades humanitárias de emergência de aproximadamente cinco milhões de pessoas na região pelo período de seis meses.
“Das aldeias pesqueiras de Sumatra até os modernos centros turísticos da Tailândia, das praias do Sri Lanka e Índia até as comunidades costeiras das Maldivas e da Somália, o desastre foi tão brutal, tão rápido e de tamanho alcance, que ainda estamos lutando para entendê-lo”, disse Annan. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma estratégia sanitária de emergência diante da catástrofe, pois teme que se não forem atendidas imediatamente as necessidades básicas das vítimas, sobretudo o abastecimento de água potável, os focos endêmicos de enfermidades infecciosas poderão causar tantas vítimas quanto as que foram provocadas pelo próprio maremoto.
As tsunamis asiáticas também supõe uma série de desafios ambientais que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) se propõe enfrentar através da criação de uma força-tarefa especial em sua sede em Genebra, na Suíça. Enquanto a prioridade agora é salvar vidas e combater enfermidades, também é importante enfrentar outros riscos, entre eles o do lixo, da salinização da água e do cuidado com vitais ecossistemas, disse o diretor do Pnuma, Klaus Toepfer.
O maremoto asiático também foi um chamado de alerta para os muito vulneráveis pequenos Estados insulares do mundo, cujos líderes se reúnem, entre os dias 10 e 14 de janeiro, em uma conferência nas ilhas Maurício. Mais de dois mil representantes oficiais e doadores discutirão estratégias para prevenir desastres, através de uma agenda que inclui temas como mudança climática, lixo, recursos marinhos, água doce, energia, biodiversidade, transporte e turismo. * |